Um criador de mapas de curvas de nível que funciona no navegador
Um mapa de curvas de nível mostra a forma do terreno com linhas. Cada linha une pontos com a mesma altitude: onde as linhas ficam juntas, o terreno é íngreme, e onde se afastam, é plano. Um mapa topográfico com curvas de nível é o desenho básico de quase todo trabalho sobre o terreno: planejar uma casa, uma estrada, uma trilha, uma vala de drenagem ou uma usina solar. O problema é conseguir um. A maioria dos mapas de curvas de nível online são imagens que não dá para editar, ou trabalho de SIG que exige software, arquivos de elevação e experiência.
Este gerador de curvas de nível faz esse trabalho por você. Clique em um lugar e ele carrega dados de elevação gratuitos dos AWS Terrain Tiles, monta uma grade de altitudes de cerca de 3 a 5 m por célula, suaviza a grade e desenha as curvas de nível de um quadrado de 1 a 5 km² ao redor do seu clique. Você escolhe a equidistância, a unidade de altitude e as cores. As linhas são coloridas de baixo para cima, a cada cinco linhas uma é mais grossa como curva mestra, e as cotas acompanham as linhas, como em um mapa topográfico impresso.
Quando o mapa com curvas de nível estiver bom, leve-o com você. Baixe as linhas em GeoJSON para SIG e mapas web, em um arquivo DXF para AutoCAD, BricsCAD ou Civil 3D (em metros UTM, com a altitude real em cada linha), em KML para o Google Earth ou como PNG pronto para impressão com legenda, escala e seta do norte. Junto vem um relatório técnico com estatísticas de elevação, declividade, orientação e curvas. Meu conselho: comece com a equidistância automática, veja o resultado e só depois deixe mais fina. O relatório mostra o quanto os dados da sua área são realmente detalhados.
O que este gerador de curvas de nível faz
Aqui está tudo o que a ferramenta faz, na ordem em que você vai usá-la.
- Encontre o seu lugar. Busque um endereço, uma cidade ou um ponto conhecido e pressione Enter, ou mova e aproxime você mesmo o mapa de satélite. Os botões de exemplo levam a cinco paisagens conhecidas, cada uma coberta por um tipo diferente de dado de elevação, para você ver a ferramenta funcionando na hora.
- Clique para desenhar as curvas. Clique no mapa. Um quadrado da área escolhida é desenhado ao redor do ponto e as curvas de nível aparecem dentro dele em um ou dois segundos. Clique em outro lugar para mover o quadrado; a ferramenta desenha novas curvas ali.
- Defina a área. O controle deslizante define a área de 1 a 5 km² em passos de 0,5 km². Um quadrado de 1 km² mede 1 × 1 km; 5 km² medem cerca de 2,24 × 2,24 km. Áreas maiores carregam mais blocos e levam um pouco mais de tempo.
- Escolha a equidistância. Auto escolhe uma equidistância redonda que dá um número de linhas fácil de ler para a faixa de altitudes e a qualidade dos dados. Você também pode escolher um valor fixo de 0,5 m a 100 m (ou de 1 ft a 250 ft). O mapa é redesenhado na hora, sem carregar os dados de novo.
- Curvas mestras e cotas. A cada cinco linhas (ou a cada quatro ou dez, se preferir) uma é curva mestra: mais grossa, mais escura e com a altitude escrita. As cotas giram para acompanhar a linha e sempre ficam de pé para leitura.
- Cor por elevação. Cada linha recebe a cor da sua altitude em uma de três escalas: Espectral (azul embaixo, vermelho em cima), Hipsométrico (verde nas baixadas até marrom e cinza nas montanhas) ou Viridis (fácil de ler para pessoas com daltonismo). Uma legenda mostra a escala.
- Sombreamento e preenchimento de cor. Ative um sombreamento, calculado a partir da mesma grade de altitudes, para ver a forma do terreno sob as linhas. O preenchimento de cor tinge o quadrado pela altitude. Os dois ajudam a explicar o terreno para quem não sabe ler curvas de nível.
- Suavização e unidades. A suavização remove os pequenos degraus que aparecem quando dados grosseiros são ampliados. Auto escolhe a força pela resolução dos dados de origem; você pode desligar ou deixar leve ou forte. As altitudes podem ser mostradas em metros ou pés.
- Leia os resultados. O painel mostra o ponto mais baixo e o mais alto, o desnível, a declividade média, o número e o comprimento total das curvas e os conjuntos de dados usados. Passe o mouse sobre uma linha para ver a altitude dela.
- Baixe e compartilhe. Baixe GeoJSON, DXF, KML, um mapa PNG ou o relatório técnico. "Copiar link" gera um link que abre o mesmo quadrado com as mesmas configurações.
Todo o processamento acontece no seu navegador. Os blocos de elevação vêm direto do armazenamento público da AWS; seus cliques e arquivos nunca são enviados ao nosso servidor.
Como fazer um mapa de curvas de nível, passo a passo
Um exemplo real: um mapa topográfico da borda da cratera do Monte Santa Helena, no estado de Washington (EUA), pronto para CAD.

A ferramenta abre com um mapa-múndi de satélite. O painel à direita tem a busca, os lugares de exemplo e todas as configurações. Nada é desenhado até você escolher um lugar.

Digite o nome de um lugar e pressione Enter, ou clique em um dos exemplos. Aqui "Mount St. Helens" leva o mapa até o vulcão, e a ferramenta já desenha as curvas de nível de 1 km² ao redor do resultado.

Clique em qualquer ponto do mapa para mover o quadrado para lá. A ferramenta carrega os blocos de elevação do novo lugar e desenha as linhas em um ou dois segundos. As curvas mestras são mais grossas e trazem cotas.

Leve o controle de área para 2 km² e escolha uma equidistância de 10 m. O quadrado cresce para 1,41 × 1,41 km e o mapa é redesenhado na hora. O painel de resultados mostra quantas linhas você tem (aqui mais de 100) e o comprimento total delas.

Ative o sombreamento e o preenchimento de cor e escolha as cores hipsométricas. O preenchimento colore o solo pela altitude, então as linhas ficam escuras para dar contraste. A legenda mostra qual cor corresponde a cada altitude.

Passe o mouse sobre qualquer linha para ver a altitude exata. O painel de resultados mostra o ponto mais baixo e o mais alto, o desnível, a declividade média e os conjuntos de dados usados. Aqui os dados são o modelo USGS 3DEP de 1/9 de segundo de arco (cerca de 3 m), por isso as linhas mostram tanto detalhe na parede da cratera.

O mapa PNG tem 2200 × 1700 pixels com sombreamento, curvas coloridas, cotas, legenda, barra de escala, seta do norte e créditos dos dados. Está pronto para impressão ou para um relatório.

O relatório traz as estatísticas de elevação, declividade, orientação e curvas, as configurações do processamento e uma leitura do terreno em linguagem simples. Imprima ou salve em PDF pelo botão no topo.
A lógica e a matemática por trás das curvas de nível
Uma curva de nível parece simples, mas desenhar uma boa exige vários passos. Veja exatamente o que a ferramenta faz com os números, do bloco de elevação até a linha pronta.
1. Ler altitudes dos blocos de elevação
Os AWS Terrain Tiles guardam as altitudes dentro de imagens PNG comuns, em um formato chamado Terrarium. Cada pixel tem um valor de vermelho, verde e azul de 0 a 255, e os três juntos dão a altitude com precisão de 1/256 m (cerca de 4 mm):
altitude = (R × 256 + G + B / 256) − 32768 (metros)
pixel de exemplo R = 128, G = 100, B = 64
altitude = (128 × 256 + 100 + 64 / 256) − 32768
= 32868.25 − 32768
= 100.25 mA ferramenta usa o nível de zoom 15, o mais fino dos blocos. Um bloco tem 256 × 256 pixels. Cada bloco também envia um cabeçalho, x-amz-meta-x-imagery-sources, com os nomes dos conjuntos de dados de origem. É assim que o relatório consegue dizer se as suas altitudes vêm de um levantamento LIDAR de 2 m ou de dados de radar SRTM de 30 m.
2. Do clique a um quadrado de células
O seu clique dá uma latitude φ e uma longitude λ. O quadrado tem lado s = √A, onde A é a área escolhida. A ferramenta transforma metade do lado em graus com o comprimento de um grau naquela latitude e depois converte os cantos em pixels Web Mercator no zoom 15:
s = √A A = 2 km² → s = 1414.2 m
Δφ = (s / 2) / (111132.95 − 559.82·cos 2φ + 1.18·cos 4φ)
Δλ = (s / 2) / (111412.84·cos φ − 93.5·cos 3φ)
x = (λ + 180) / 360 × 256 × 2^15
y = (1 − ln(tan φ + sec φ) / π) / 2 × 256 × 2^15
tamanho da célula = 40075016.69 × cos φ / (256 × 2^15)
= 4.78 m no equador, 3.31 m a 46.2° N (Monte Santa Helena)A grade cobre o quadrado mais uma margem de 16 células de cada lado, para que a suavização e o cálculo de declividade tenham vizinhos reais na borda. Em 2,3 km, o tamanho de um pixel Mercator muda menos de 0,05 %, então cada célula pode ser tratada como um quadrado do mesmo tamanho.
3. Suavizar a grade de altitudes
A maioria dos dados de elevação é mais grosseira que os pixels dos blocos. O SRTM, por exemplo, tem uma altitude a cada 30 m e apenas metros inteiros. Ampliado para células de 3 m, vira uma série de pequenos terraços planos com degraus de 1 m, e uma curva desenhada por cima faria zigue-zague em cada degrau. Um filtro gaussiano resolve isso. Cada célula vira uma média ponderada das vizinhas:
G(d) = e^(−d² / 2σ²) peso na distância d (células) z'(x, y) = Σ G(i)·G(j)·z(x+i, y+j) / Σ G(i)·G(j) para |i|, |j| ≤ 3σ auto: σ = 0.3 × resolução original / tamanho da célula (0.7 a 4 células) SRTM 30 m, célula 3.4 m → σ = 2.6 células (9 m) LIDAR 2 m, célula 3.0 m → σ = 0.7 célula (2 m)
O filtro é separável: passa uma vez ao longo das linhas e outra ao longo das colunas, o que é rápido. Leve divide o σ automático pela metade, Forte dobra e Não mantém os valores brutos. A suavização arredonda um pouco os picos agudos, por isso a elevação mínima, máxima e média do painel e do relatório são lidas dos dados brutos, não da grade suavizada. Minha opinião: deixe em Auto, a não ser que tenha um motivo. Com dados LIDAR quase não mexe nas linhas; com SRTM é a diferença entre um mapa útil e um bagunçado.
4. Marching squares: onde a linha cruza cada célula
Para cada nível L, a ferramenta examina cada quadrado formado por quatro pontos vizinhos da grade. Cada canto fica acima ou abaixo de L, o que dá 16 casos possíveis. Onde um canto de uma aresta está acima e o outro abaixo, a linha cruza essa aresta, e a interpolação linear dá o ponto exato:
cantos se sd bit = 1 se altitude ≥ L
ie id caso = 8·se + 4·sd + 2·id + 1·ie (0 … 15)
cruzamento em uma aresta de a até b:
t = (L − za) / (zb − za) 0 ≤ t ≤ 1
ponto = a + t × (b − a)
exemplo za = 512.0 m, zb = 527.0 m, L = 520 m
t = (520 − 512) / (527 − 512) = 0.533 → 53 % ao longo da arestaDois casos (5 e 10) são selas: os dois cantos altos ficam em diagonal. Uma sela pode ser ligada de duas formas, então a ferramenta tira a média dos quatro cantos. Se o centro estiver acima de L, os cantos altos são ligados pelo meio; se não, os baixos. Isso elimina a ambiguidade e impede que as linhas se cruzem.
5. Unir, recortar e simplificar as linhas
Marching squares gera muitos milhares de segmentos pequenos, um ou dois por célula cruzada. Duas células vizinhas compartilham uma aresta, então geram exatamente o mesmo ponto de cruzamento nela. A ferramenta numera cada aresta e une em uma polilinha longa os segmentos que se encontram na mesma aresta. Quando uma polilinha volta ao início, ela é uma linha fechada ao redor de um topo ou de uma depressão.
id da aresta (horizontal) = linha × colunas + coluna id da aresta (vertical) = linhas × colunas + linha × colunas + coluna recorte (Liang–Barsky): manter a parte com 0 ≤ t ≤ 1 dentro do quadrado simplificação (Douglas–Peucker): remover um ponto se ele estiver a menos de 0.2 célula (cerca de 0.6 a 1 m) da linha que passa pelos vizinhos
Depois, cada linha é recortada exatamente na borda do seu quadrado, para que os arquivos de CAD e SIG terminem em um limite limpo. Por fim, o método de Douglas–Peucker remove os pontos que não acrescentam forma, o que mantém os arquivos leves sem mudar o desenho. Pedaços menores que 1,5 célula são descartados como ruído.
6. Escolher a equidistância e as curvas mestras
A equidistância automática é o menor número redondo (1, 2, 2,5, 5, 10, 20, 25, 50, 100…) que dá no máximo 25 níveis na faixa de altitudes, mas não mais fino que metade do erro vertical típico dos dados. As curvas mestras são os níveis múltiplos exatos de cinco vezes a equidistância:
níveis = ⌈zmin / i⌉ × i … ⌊zmax / i⌋ × i mestra = nível / i divisível por 5 (ou 4, ou 10) exemplo zmin = 832 m, zmax = 1095 m, desnível = 263 m i = 5 m → 53 níveis (demais) i = 10 m → 26 níveis (demais) i = 20 m → 13 níveis ✓ curvas mestras em 900 e 1000 m
Existe também uma regra prática das normas de precisão cartográfica: a equidistância deve ser pelo menos cerca do dobro do erro vertical dos dados. A ferramenta chama isso de mínimo recomendado, mostra um aviso no painel quando você desce abaixo dele e registra isso no relatório.
7. Declividade, orientação e sombreamento
Declividade, orientação e sombreamento vêm da mesma grade suavizada, com o método 3 × 3 de Horn, o usado pela maioria dos programas de SIG. Para os oito vizinhos de a a i ao redor de uma célula (e é o centro):
dz/dx = ((c + 2f + i) − (a + 2d + g)) / (8 × célula)
dz/dy = ((g + 2h + i) − (a + 2b + c)) / (8 × célula)
declividade = atan( √(dz/dx² + dz/dy²) ) graus
orientação = atan2( −dz/dx, dz/dy ) 0° = voltada para o norte
declividade % = tan(declividade) × 100 45° = 100 %
sombreamento = sin(alt)·cos(declividade) + cos(alt)·sin(declividade)·cos(az − orientação)
azimute do sol 315° (noroeste), altura 45°O relatório classifica cada célula em sete classes de declividade (0 a 2°, 2 a 5°, 5 a 10°, 10 a 15°, 15 a 30°, 30 a 45° e acima) e em oito orientações. Células com menos de 1° não têm direção real, então são contadas à parte como planas.
8. Indicadores do terreno no relatório
Mais três números descrevem o caráter do terreno. A integral hipsométrica mostra se a maior parte do terreno é alta ou baixa. A razão de superfície compara a superfície inclinada real com a área plana do mapa. O índice de rugosidade do terreno (TRI, Riley, 1999) é a diferença média de altitude entre uma célula e suas oito vizinhas.
HI = (média − mín) / (máx − mín) 0 … 1
HI > 0.6 tipo planalto, HI < 0.4 tipo vale
razão de superfície = média de √(1 + dz/dx² + dz/dy²)
1.000 plano, 1.155 tudo a 30°
TRI = média de Σ |z_vizinha − z_centro| / 8
densidade de curvas = comprimento total das linhas / área (km por km²)A densidade de curvas também é um teste rápido de rugosidade: uma área agrícola plana com equidistância de 5 m pode ter de 2 a 5 km de curvas por km², e uma encosta de montanha íngreme, 30 km ou mais.
Formatos de download em detalhe
Cada download é criado no seu navegador a partir das mesmas curvas de nível, então os arquivos sempre batem com o que você vê no mapa. Veja o que há em cada um e onde usar.
GeoJSON .geojson
Desenhe curvas de nível em GeoJSON online e baixe como uma FeatureCollection padrão RFC 7946. Cada curva é um LineString em longitude e latitude WGS84, com a altitude como terceira coordenada. As propriedades guardam a elevação, a unidade, o tipo (mestra ou intermediária), se a linha é fechada, o comprimento em metros e a cor de exibição.
{ "type": "Feature",
"properties": { "elevation": 1000, "unit": "m", "type": "index",
"closed": false, "length_m": 1243.6,
"stroke": "#f88d52", "stroke-width": 2.5 },
"geometry": { "type": "LineString",
"coordinates": [[-4.0761234, 53.0687456, 1000], …] } }Use no QGIS, ArcGIS Pro, Mapbox, Leaflet, deck.gl ou geojson.io. Graças à propriedade "stroke", muitos visualizadores web mostram as linhas com as mesmas cores daqui.
CAD (DXF) .dxf
O arquivo DXF está no formato ASCII AutoCAD R12, que qualquer programa de CAD abre: AutoCAD, Civil 3D, BricsCAD, DraftSight, LibreCAD, MicroStation, SketchUp (com um importador) e QGIS. As coordenadas estão em metros UTM na zona do seu quadrado (o código EPSG aparece no nome do arquivo e em um comentário no início dele), então distâncias e áreas são medidas corretamente no CAD.
Camadas CONTOUR_INDEX curvas mestras, cor 7
CONTOUR_INTERMEDIATE demais curvas, cor 8
CONTOUR_LABELS cotas nas curvas mestras
BOUNDARY o quadrado
Entidade POLYLINE com elevação (grupo 30) = altitude da curva
cada VERTEX também tem Z = altitude da curvaComo cada polilinha leva sua elevação real, o Civil 3D e programas parecidos conseguem criar uma superfície (TIN) direto das curvas. Cada linha também recebe uma cor próxima da cor do mapa. Esse é o principal motivo de eu ter feito um gerador de curvas de nível para CAD: a maioria das ferramentas gratuitas entrega uma imagem ou linhas planas sem altitude.
KML .kml
O arquivo KML abre no Google Earth, Google My Maps, ArcGIS Earth e na maioria dos programas de SIG. As linhas ficam em duas pastas, curvas mestras e intermediárias, mais o quadrado como limite. Cada linha tem como nome a sua altitude e mantém cor e espessura. As altitudes são escritas em metros, como o KML exige, e as linhas ficam presas ao solo para acompanhar o relevo 3D no Google Earth.
No Google Earth Pro, incline a visão depois de abrir o arquivo: as curvas ficam sobre o terreno 3D, o que facilita compará-las com a paisagem real.
Mapa PNG .png
A exportação PNG é uma imagem de 2200 × 1700 pixels, nítida o bastante para imprimir em A4 ou Carta a 200 dpi. Tem título, coordenadas do centro, um sombreamento suave, as curvas coloridas com as mestras cotadas, as coordenadas dos cantos, uma legenda vertical, uma chave das linhas, uma barra de escala, uma seta do norte, os números principais e os créditos dos dados.
Coloque direto em um relatório, uma apresentação ou um pedido de licença. O fundo é desenhado a partir da própria grade de altitudes, então a imagem não tem limites de direitos de um mapa base de terceiros.
Relatório técnico .html
O relatório é um único arquivo HTML que abre em qualquer navegador e imprime bem em PDF. Tem doze seções: resumo do projeto, mapa, conjuntos de dados de elevação, configurações de processamento, estatísticas de elevação, distribuição hipsométrica, classes de declividade, orientação, estatísticas das curvas com o comprimento de cada nível, uma leitura do terreno em linguagem simples, notas de precisão e créditos dos dados.
O texto se adapta ao resultado. Um terreno plano recebe uma nota sobre drenagem, um íngreme mostra quanto da área passa de 15°, e se você escolheu uma equidistância mais fina do que os dados permitem, o relatório avisa.
Precisa das linhas em Shapefile? Abra o GeoJSON no QGIS e use Exportar → Salvar feições como → ESRI Shapefile. Para conferir um arquivo rápido, solte-o no visualizador GeoJSON ou no visualizador DXF deste site. Os nomes dos arquivos incluem o ponto central e a equidistância, então vários downloads nunca se sobrescrevem.
Quem usa mapas de curvas de nível, e para quê
As curvas de nível são a linguagem comum de todos que trabalham com a forma do terreno. Estes são os usos mais comuns deste gerador de curvas de nível.
- Arquitetos e paisagistas. Leve as curvas de nível de um lote para o AutoCAD antes do primeiro esboço, para posicionar a casa, planejar platôs e conferir as vistas. O DXF abre no tamanho e na posição certos.
- Engenheiros civis e estudos de viabilidade. Confira a declividade de uma estrada, tubulação ou drenagem antes de pagar um levantamento, estime corte e aterro e crie no Civil 3D uma superfície TIN aproximada a partir das curvas.
- Projetos solares e eólicos. Declividade e orientação decidem onde podem ficar painéis e turbinas. O relatório mostra em uma página a parte do terreno abaixo de 5° e a orientação principal.
- Caminhantes, corredores e construtores de trilhas. Faça um mapa topográfico de uma rota ou de um topo, imprima o PNG ou carregue o GeoJSON em um app de GPS. As linhas fechadas mostram topos e depressões num relance.
- Agricultura e manejo de solo e água. Planeje plantio em nível, valas de infiltração, açudes e terraços. Uma equidistância de 1 ou 2 m com bons dados mostra por onde a água vai correr.
- Pilotos de drone e topógrafos. Planeje alturas de voo sobre terreno ondulado, ou compare um modelo novo de drone com os dados públicos de elevação do mesmo quadrado.
- Professores e estudantes. Mostre como as curvas de nível descrevem a forma de um vale ou de um vulcão ligando e desligando o sombreamento, e use o relatório em trabalhos de geografia e SIG.
- Imobiliárias e compradores de terrenos. Veja em um minuto se um lote é plano, suave ou íngreme, e acrescente um mapa de curvas limpo a um anúncio ou a um laudo do terreno.
- Criadores de jogos e artistas 3D. Use formas reais de terreno como base para fases de jogos, maquetes de trem e impressões 3D: o KML e o GeoJSON trazem as altitudes.
Perguntas frequentes sobre curvas de nível e esta ferramenta
As 20 perguntas mais comuns sobre mapas de curvas de nível, mapas topográficos e este gerador.
1. O que é uma curva de nível?
Uma curva de nível une pontos com a mesma altitude acima do nível do mar. Se você caminhasse sobre uma, nunca subiria nem desceria. As linhas de um mapa são uma pilha desses cortes do terreno, em geral com um passo de altitude fixo chamado equidistância.
2. O que é a equidistância, e qual devo escolher?
A equidistância é a diferença de altitude entre duas linhas vizinhas. Valores pequenos (1 a 2 m) mostram detalhe em terreno suave; valores grandes (20 a 50 m) mantêm montanhas íngremes legíveis. Comece com Auto: ele dá no máximo 25 níveis e respeita a qualidade dos dados. Para trabalho de CAD em um lote, 1 m é comum, mas só se o relatório disser que os seus dados são detalhados o bastante.
3. O que são curvas mestras?
Curvas mestras são uma a cada cinco linhas (aqui você também pode escolher uma a cada quatro ou dez). Elas são mais grossas e trazem a cota, para você contar as linhas rápido a partir de uma altitude conhecida. Com equidistância de 10 m, as curvas mestras ficam a cada 50 m: 500, 550, 600 e assim por diante.
4. Como ler a declividade nas curvas de nível?
Linhas juntas significam terreno íngreme; linhas afastadas, terreno plano. Você também pode calcular: declividade = equidistância ÷ distância horizontal entre duas linhas. Com 10 m de equidistância e linhas a 50 m, a declividade é 10 ÷ 50 = 20 % ou cerca de 11,3°. O relatório traz as estatísticas de declividade de todo o quadrado.
5. Como diferenciar um morro de uma depressão?
Os dois aparecem como anéis fechados. Se as altitudes aumentam em direção ao centro, é um morro; se diminuem, é uma depressão. Ative as cotas e o preenchimento de cor, ou passe o mouse sobre as linhas: a escala de cores deixa isso claro.
6. O que significam curvas em forma de V e de U?
Onde as curvas formam um V, a ponta aponta morro acima ao longo de um vale; a água sai pelo lado aberto. Uma forma de U ou arredondada apontando morro abaixo é uma crista ou um esporão. É o jeito mais rápido de achar as linhas de drenagem em qualquer mapa topográfico.
7. Qual a diferença entre um mapa de curvas de nível e um mapa topográfico?
Um mapa topográfico mostra a superfície do terreno em geral, normalmente com curvas de nível e também estradas, rios, prédios e nomes. Um mapa de curvas de nível mostra só as linhas de altitude. Esta ferramenta cria um mapa de curvas de nível, e o mapa base de satélite ou relevo dá o contexto topográfico na tela.
8. De onde vêm os dados de elevação?
Dos AWS Terrain Tiles, um conjunto de dados aberto e gratuito criado pela Mapzen (projeto Tilezen) e hospedado no AWS Open Data Registry. Ele combina os melhores dados públicos de elevação de cada lugar: USGS 3DEP nos EUA, LIDAR da Environment Agency na Inglaterra, EU-DEM na Europa, SRTM na maior parte do mundo e vários modelos nacionais. O relatório mostra os conjuntos de dados do seu quadrado.
9. Qual a precisão das curvas de nível?
Depende da fonte. O LIDAR (Inglaterra, partes dos EUA) tem precisão de cerca de 15 a 50 cm; modelos nacionais de 5 a 10 m, de 1 a 2 m; dados de radar SRTM, em geral de 5 a 10 m, pior em florestas, cidades e terreno muito íngreme. As linhas servem para planejamento, estudos e mapas, não para locação de obra. O relatório informa a fonte e uma equidistância mínima recomendada.
10. Por que as curvas parecem suaves se os dados são de 30 m?
A ferramenta suaviza a grade de altitudes com um filtro gaussiano antes de desenhar as linhas. Sem ele, dados grosseiros ampliados para células de 3 a 5 m criam linhas em escada. A suavização não acrescenta precisão; ela remove artefatos. Você pode deixar em Leve ou Não para ver o resultado bruto.
11. Posso abrir as curvas no AutoCAD ou no Civil 3D?
Sim. Baixe o arquivo CAD (DXF) e abra direto. As linhas ficam em camadas separadas para curvas mestras e intermediárias, em metros UTM, e cada polilinha tem a sua elevação definida, então o Civil 3D consegue criar uma superfície com elas. A zona UTM (código EPSG) aparece no nome do arquivo.
12. Por que as coordenadas do DXF estão em UTM e não em latitude e longitude?
Programas de CAD medem em unidades planas, como metros. Latitude e longitude são ângulos, então distâncias e áreas sairiam erradas. UTM é uma grade métrica usada no mundo todo, com precisão de frações de milímetro por metro em um quadrado de 2 km. Se precisar de um sistema nacional, reprojete o GeoJSON no QGIS.
13. Como desenhar curvas de nível em GeoJSON online e usar no QGIS?
Clique no mapa, ajuste a equidistância e clique em GeoJSON. No QGIS, arraste o arquivo para o mapa. Para rotular, use o campo "elevation"; para estilizar, use "type" (index ou intermediate) ou "elevation" com uma rampa de cores graduada. O arquivo é WGS84 puro, então se alinha com qualquer mapa base.
14. Posso ter curvas em pés?
Sim. Mude a unidade de altitude para Pés. As equidistâncias passam a valores em pés (1, 2, 5, 10, 20 ft e acima), cotas e estatísticas ficam em pés e as elevações do DXF também. As coordenadas X e Y do DXF continuam em metros UTM. As altitudes do KML são sempre em metros, porque o KML exige.
15. Por que a área é limitada a 5 km²?
Um quadrado de 5 km² já precisa de 4 a 9 blocos de elevação e cerca de um quarto de milhão de células em resolução total, tudo processado no seu navegador. Áreas maiores ficariam lentas no celular e dariam mapas carregados demais. Para uma área maior, faça vários quadrados lado a lado; as bordas são recortadas com exatidão e se encaixam bem.
16. Posso fazer curvas abaixo do nível do mar?
Sim. Sobre o mar, os blocos trazem batimetria do ETOPO1 e de outras fontes, então você obtém isóbatas com altitudes negativas. A resolução delas é bem mais grosseira (cerca de 1,8 km no ETOPO1), então considere as curvas no mar só como uma imagem aproximada.
17. O gerador de curvas de nível é grátis mesmo? Preciso de conta?
É grátis, sem conta, sem marca d’água no PNG e sem limite de downloads. Os blocos de elevação são dados abertos na AWS e todo o processamento acontece no seu navegador, então não há custo de servidor para repassar a você.
18. Posso usar os mapas baixados em trabalhos comerciais?
Sim. Os dados de elevação são abertos e podem ser usados comercialmente, mas você precisa citar as fontes. O relatório e o PNG já trazem os créditos exigidos; mantenha-os ou copie as linhas da seção "Fontes de dados" abaixo para o seu documento.
19. Por que algumas áreas mostram linhas em blocos ou listradas?
Onde dois conjuntos de dados se encontram (por exemplo em uma fronteira ou no litoral), ou onde o SRTM preencheu falhas em montanhas e desertos, os próprios dados podem ter degraus ou trechos planos. Experimente a suavização Forte ou uma equidistância maior, e confira os conjuntos de dados do painel de resultados.
20. Como imprimir um mapa de curvas em uma escala definida?
O mapa PNG tem 1500 pixels de largura para o quadrado. Se um quadrado de 1 × 1 km for impresso com 15 cm de largura, a escala é 1:6.667; para 2,24 km, cerca de 1:15.000. Confira a escala com a barra depois de imprimir, e imprima em 100 % sem "ajustar à página".
Fontes de dados e créditos
As altitudes vêm dos AWS Terrain Tiles. Os blocos combinam muitos conjuntos públicos de dados de elevação, e as licenças deles pedem os créditos abaixo. Os conjuntos de dados realmente usados no seu quadrado aparecem no painel de resultados, no PNG e no relatório.
- Terrain Tiles on AWS (Mapzen / Tilezen Joerd) · AWS Open Data, terms of each sourceTerrain Tiles: os blocos de elevação globais e combinados em formato PNG Terrarium que esta ferramenta lê, criados pelo projeto Joerd da Mapzen (Tilezen) e hospedados de graça no AWS Open Data Registry.
- USGS 3DEP (formerly NED) · Public domain (U.S. Government)Estados Unidos: 3DEP (antigo NED) em 1/3 de segundo de arco (cerca de 10 m) e 1/9 de segundo de arco (cerca de 3 m), cortesia do U.S. Geological Survey.
- SRTM (NASA / USGS) · Public domain (U.S. Government)Maior parte do mundo entre 60° N e 56° S: dados de radar SRTM de 1 segundo de arco (cerca de 30 m), cortesia do U.S. Geological Survey.
- GMTED2010 (USGS) · Public domain (U.S. Government)Mundo nos zooms baixos: GMTED2010, cortesia do U.S. Geological Survey.
- ETOPO1 (NOAA NCEI) · Public domain (U.S. Government)Oceanos: relevo global ETOPO1 (cerca de 1,8 km), U.S. National Oceanic and Atmospheric Administration.
- EU-DEM (Copernicus) · Copernicus free and open data policyEuropa: EU-DEM, produzido com dados e informações do Copernicus financiados pela União Europeia.
- Environment Agency LIDAR (England) · Open Government LicenceInglaterra: LIDAR DTM da Environment Agency em 2 m, © Environment Agency copyright and/or database right 2015. All rights reserved.
- ArcticDEM (Polar Geospatial Center) · Free use with acknowledgementÁrtico (ao norte de 60°): mosaicos ArcticDEM de 5 m, criados com imagens da DigitalGlobe, Inc. e financiados pelos auxílios NSF 1043681, 1559691 e 1542736.
- Canadian Digital Elevation Model (NRCan) · Open Government Licence – CanadaCanadá: Canadian Digital Elevation Model, contém informações licenciadas pela Open Government Licence – Canada.
- Geoscience Australia · CC BY 4.0Austrália: © Commonwealth of Australia (Geoscience Australia) 2017.
- DGM Österreich (data.gv.at) · CC BY 4.0Áustria: © offene Daten Österreichs – Digitales Geländemodell (DGM) Österreich.
- INEGI Continental Relief (Mexico) · INEGI terms of free useMéxico: INEGI, Continental relief, 2016.
- Land Information New Zealand (LINZ) · Crown copyrightNova Zelândia: Copyright 2011 Crown copyright (c) Land Information New Zealand and the New Zealand Government. All rights reserved.
- Kartverket (Norway) · CC BY 4.0Noruega: © Kartverket.
Se você publicar um mapa feito com esta ferramenta, mantenha a linha de créditos que vem com o PNG e o relatório. Ela já lista os conjuntos de dados usados na sua área.
Créditos de software e mapas
A ferramenta usa software e serviços abertos:
- Leaflet 1.9 · BSD-2-ClauseMapa interativo, polilinhas, o quadrado e as sobreposições de imagem.
- proj4js · MITConverte a exportação CAD para metros UTM na zona do seu quadrado.
- Esri World Imagery and World Hillshade · Esri terms of useMapa base de satélite (World Imagery) e mapa base de relevo (World Hillshade).
- Protomaps (hosted by KONAKTIVE), CARTO, OpenStreetMap · ODbL and provider termsMapa base de ruas: blocos vetoriais próprios hospedados pela KONAKTIVE, com CARTO e OpenStreetMap como reserva.
- Busca de lugares pelo serviço de endereços próprio deste site.
O motor de curvas de nível (decodificação, suavização, marching squares, recorte, estatísticas e todas as exportações) foi escrito para este site e roda inteiramente no seu navegador.
Ferramentas relacionadas de elevação e mapas
As curvas de nível são criadas a partir de modelos públicos de elevação e são aproximadas. Não as use em obras, navegação ou limites legais sem um levantamento profissional. Elevation: Terrain Tiles (Mapzen / Tilezen) on AWS. Map data © OpenStreetMap contributors, Protomaps (hosted by KONAKTIVE), CARTO, Esri.
